Mostrando postagens com marcador da janela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador da janela. Mostrar todas as postagens

04 maio, 2009

Para onde estou indo?

É complicado começar um texto quando não se sabe o que dizer.
Não sei qual destino dar a esse blog. Se é adeus ou até logo.
Em dezembro iniciei essa viagem e o blog surgiu como um veículo para manter informados familiares, amigos e colegas do Clube do Fotógrafo de Caxias do Sul.
Já nos primeiros dias percebi que o Blog do Bada era o grande responsável por me tirar de casa com 10, até 15 graus negativos, e sair fotografando.
Foram 4 meses de viagem, 80 postagens e (com este nascer do sol quando o avião se aproximava de São Paulo) 251 fotos.
Desde o início, me acostumei a checar diariamente os comentários. A brincadeira foi ficando tão interessante que até pessoas que eu não conhecia começaram a escrever.
A viagem chegou ao fim. Estou de volta à Caxias do Sul, e sinto que o olhar não está mais o mesmo. A rotina no estúdio já tomou o olhar daquele fotógrafo.
Mas talvez, este seja um novo exercício. Tentar buscar no cotidiano aqueles olhares que surgiram com tanta facilidade longe de casa.
Neste final de semana, farei um ensaio com alguns amigos.
Talvez venha dali a primeira foto (em terras caxienses) publicada neste blog.

Muito obrigado até aqui.

27 março, 2009

Na estrada





Mais uma ida a Taos.
Agora que os dias ficaram mais longos, é possível sair de Angel Fire depois das cinco da tarde e ter a companhia do sol durante toda a viagem.
Como não havia jeito de desviar da sujeira do vidro, tentei usá-la como elemento pra realçar o desfoque.

11 março, 2009

Azteca quesadilla com camarões e super-heróis




Ontem logo após o trabalho fomos à Taos, cidade há uns 50 Km de Angel Fire.
Como esse blog é visitado por muitas pessoas que sempre sonharam em conhecer Taos, não deixem de conferir o restaurante (mexicano, óbvio) Guadalajara.
Ali é um bom lugar para fazer fotos de pôr-do-sol com postes e fios na frente.
Depois, fomos assistir ao filme Watchmem num cinema chamado 'o contador de histórias'.
Quando voltamos à Angel Fire, passamos por um termômetro que marcava -8º C.
Não nevou, mas a noite foi fria.

p.s.: além do ISO em 800, coloquei um grão nessas imagens, pelo Photoshop.

02 março, 2009

6 horas no carro - Parte II











Semana passada recebi um email do Ricardo, meu professor de inglês em Caxias, e lá pelas tantas ele contou que havia assistido o filme 'Onde os fracos não tem vez' (ganhador do Oscar de melhor filme no ano passado.)
Certamente, isso me ajudou a ver o cenário da viagem de uma certa maneira.
Há aproximadamente 1 ano atrás, na sala de cinema, a fotografia desse filme havia me chamado muito a atenção. A história se passa no Texas, estado vizinho aqui do Novo México.
Eu lembrava de imagens sem muitas cores, tons pastéis, céu às vezes completamente branco, ou num azul extremamente tímido. E até, vejam só, planos com o horizonte bem no meio do quadro.
Então muda tudo. Balanço de branco para sombra, baixa saturação e baixo contraste.
Usei prioridade de velocidade, em 320 (como estava no carro sempre em movimento) e compensação de +0.7.
As primeiras 4 imagens, lá em cima, são frames extraídos de cenas do filme.
O restante, são as fotos que mesmo com aqueles ajustes na máquina, precisaram receber um bom processamento de cores no Lightroom, para chegar nos tons do filme.
Nos próximos dias, colocarei outras fotos desse 'passeio' de 6 horas, que certamente serviu para refrescar meus olhos.
Um cenário e tanto.

6 horas no carro - Parte I


No último sábado, terminou a temporada pra Renata, irmã do Alex que também estava por aqui trabalhando. Já que ele a levaria ao aeroproto de Albuquerque (3 horas de viagem), me escalei para ir junto, afinal era a oportunidade de ver um novo cenário.
Saímos às 5:45 da manhã, e quando passamos em frente ao International Bank o termômetro registrava 9º Fahrenheit (o que dá 12,7º Celsius negativos).
Enquanto contornávamos as montanhas para deixar Angel Fire, no carro tocava a trilha de abertura da série CSI Nova York (The Who - Baba O'Riley).
Então:
dia amanhecendo + frio + CSI me leva à baixa velocidade e imagem azulada.
Coloquei o balanço de branco para fluorescente, alta saturação, alto contraste, e em f10 e 1 segundo de exposição, nasceu isso aí.
Mas em menos de 30 minutos, um mundo bem diferente surgiu.
E aí, foi hora de mudar o conceito.
No próximo post, conheça 'Onde os fracos não tem vez'.

30 janeiro, 2009

28 de janeiro de 2009
















Não sei quando esse texto será publicado no blog, mas sei o porque e como estou escrevendo. Estou no último vagão de um trem praticamente vazio. Há lugares para umas 60 pessoas por vagão. Estamos em 3 neste aqui. Já escureceu há umas 2 horas. O silêncio é quase assustador.
Acabei de jantar, uns 3 vagões a frente. Sentei com um casal que não falou uma palavra. Peito de frango com legumes e purê. De sobremesa, sorvete. E uma garrafa d'água.

O trem partiu às 14hs de Glenwood Springs para Denver. Se tudo ocorrer bem, o Alex deve estar me esperando na estação de Denver, daqui a 1 hora. De lá, seguiremos de carro até sua casa em Angel Fire, no Novo México.

Acredito que muitos acontecimentos, no decorrer da vida, vão moldando nossa personalidade.
Mas me parece difícil conseguir apontar, depois de um tempo, quais foram exatamente os acontecimentos mais relevantes, ou ainda, quais foram os dias mais importantes para a formação do nosso caráter.
Eu, até hoje, não conseguiria apontar, por exemplo, 3 datas. Dizer: olha, aquele dia tal foi importantíssimo para mim porque a partir de então aprendi a ... tal coisa.
Esses dias existem, claro, pra todo mundo. Mas o que estou tentando dizer é que, para a história, esses dias passam como mais um dia... não ficam destacados na folinha do calendário.
Pois hoje, 28 de janeiro de 2009, foi um dia para entrar na minha história.
E o fato de estar escrevendo isso agora, é uma tentativa de preservar isso. Arquivar. Não deixar dúvidas. Foi neste dia, e em nenhum outro, que aprendi e experimentei algumas sensações que acredito, me fazem ser a partir de hoje, uma pessoa um pouco diferente da que acordou hoje cedo.
Pela primeira vez abandonei uma casa. Deixei pessoas para trás. Deixei amigos que, honestamente, não faço a menor idéia de quando vou voltar a vê-los. E é essa sensação, que por enquanto é apenas uma perigosa suposição, o fator determinante para criar aquelas perguntinhas: o que essas pessoas vão lembrar de mim? E por quanto tempo?
As fotografias que fiz das pessoas da casa (e entreguei aos interessados, é bom que se diga) podem contribuir alguma coisa nesse sentido? O que significa, no fim das contas, uma fotografia? E se o foco não estiver 100%, faz alguma diferença?

Saí da casa carregando minhas três malas, e pensando em quantas histórias aquele lugar ainda vai proporcionar... quantas risadas aquela sala vai ouvir... quantas novas lembranças eu simplesmente vou perder?
A última pessoa que vi, abanando da janela, foi a Mariana. Entrei no carro do (agora) ex-chefe, que ia me levar até Glenwood. Estava nevando. Um cenário e tanto.

Aqui começa a outra experiência inesquecível do dia.
Antes de pararmos na estação de trem, o Vance preparou uma surpresa... ou, um bônus, como ele chamou. Paramos na Glenwood Hot Springs Pool. Segundo ele, é a maior extensão de águas termais do mundo.
Sim, para quem vai todo ano a Piratuba, pode não achar grande coisa. Mas eu nunca havia entrando numa coisa dessas.
E como vocês já leram aí em cima... sim, estava nevando. Então, imaginem uma piscina com água a 40º C, cercada por montanhas enormes cobertas de neve, e ainda por cima nevando!
Meu corpo experimentou ali, durante aquela hora e pouco, sensações que eu nem sabia que pudessem existir. Como chamar o que talvez não tenha nome? Que sensações foram aquelas?

Exatamente em frente, está a estação de trem de Glenwood. Pela primeira vez, entrei num trem. Não foi como nos filmes. O comandante, mesmo recebendo os passageiros do lado de fora, não era muito simpático, e o trem em si me pareceu uma coisa muito estranha... é alto, com janelões enormes, poltronas super confortáveis, um ar moderno demais na minha opinião. Mas a vista foi algo que realmente me impressionou. Já haviam me alertado que este trajeto é lindo. Mas ficar 4 horas olhando essa vista, altera as emoções de qualquer pessoa que está com uma máquina fotográfica nas mãos. Foram 297 cliques, pra selecionar essas imagens aí.
Dia inesquecível. Tudo.

20 janeiro, 2009

Assim começam as revoluções





Sábado à tarde, lindo dia.
Os mais ingênuos diriam: perfeito para tirar boas fotografias.
Calor, sol, céu azul, e ainda tudo branco.
Dei uma volta aqui pelos arredores.
1 hora depois, volto com umas 50 fotos, e muito entediado.
Nenhuma foto vai pro blog.
Domingo à noite me submeti a uma consulta médica online com o Dr. Carlos (para os íntimos, ganda).
Decididos a darmos um fim nessa tosse (que já está fazendo aniversário) a prescrição foi: azitromicin 500mg por 5 dias.
No fim da consulta, o Doutor me mostrou a foto que postei acima, das flores em movimento.
Obrigado pela consulta doutor.
Suspeitei que uma das crises estava chegando ao fim.
Perfeito, segunda pela manhã carrego a máquina comigo, e vou rumo a Pharmacy no centro de Aspen.
Sim, temos sim senhor. Cadê a receita do médico?
Hmm.... não tenho.
Infelizmente, não podemos vender esse tipo de medicamento sem receita.
Sim, eu sabia disso ainda no Brasil... mas não lembrava.
Peguei o ônibus de volta tossindo ainda mais, e fiz essas 3 fotos pela janela no caminho de volta.
É o começo do que vem por aí...

07 janeiro, 2009

Mais sharpening


Dois dias sem fotografar.
Então vou apelar pra uma foto que fiz dias atrás, de dentro do ônibus.
Acho que essas cenas combinam muito com p&b e alto contraste.
Ganda, tu que é sincero comigo... estou exagerando?
Sobre os valores do sharpening, que você perguntou nos comentários: sim, o tamanho (dimensão da imagem) determina quanto de sharpening aplicar.
Mas não confundir... quando aplicamos no LR, em arquivos raw, a imagem está em alta resolução. Então os valores indicados são aqueles do Clicio.
Agora, se estamos no Photoshop, com imagens para internet, quanto aplicar?
Leia o capítulo inteiro dedicado a isso no livro do Scott Kelby (aquele que você tem 2 exemplares).
Honestamente, não lembro quais valores ele indica... mas aí, é confiar no teu olho.
Lembrem: o sharpening é sempre a última coisa a se fazer, em imagens bitmap (não raw).
E mesmo numa imagem que já recebeu o filtro, se for reduzida para internet, merece mais um pouquinho.

04 janeiro, 2009

Qual sharpening usar?


O Ganda deixou um comentário, dias atrás, sobre o sharpening das fotos.
Pensei que isso poderia passar batido, mas o Ganda está certo.
Exagerei.
Então, explico aos interessados:
todas as fotos que aparecem aqui, saem do cartão e passam pelo Lightroom.
Aplico, nas imagens selecionadas, aqueles valores que o Clício sugere no seu livro:
(Amount até 95, Radius até 1.5, Detail 25, e Masking até 15)
Faço isso, confiro a imagem em 100%, e era isso.
Mas quando exportava os jpegs pro blog (com 400px de largura), também aplicava aquele sharpening de saída, que a nova versão do LR oferece.
Output sharpening, screen, Amount standard.
Hoje peguei essa imagem, e dei saída de 4 maneira diferentes.
sem sharpening de processamento, apenas o de saída (standard)
com sharpening de processamento, e mais o de saída (standard)
com sharpening de processamento, e mais o de saída (low)
e apenas o sharpening de processamento.

Pronto, a partir de agora, é esse último que vou usar.
Apenas o de processamento, e nada de saída (ao menos, para fotos deste tamanho)

Essa foto aqui foi feita de dentro do ônibs, hoje pela manhã. O vidro estava completamente embaçado, então recuperei o que deu nas curvas, pra aumentar o constraste.
ISO 200, Lente em 2.8, velocidade 6400.