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10 fevereiro, 2010
Post dedicado às vítimas do calor caxiense
07 fevereiro, 2010
Ação de verdade
Os atletas de final de semana que me perdoem, mas fotografar competidores de alto nível é outra coisa. No início, acompanhar o foco foi um pouco complicado (com uma Nikon D90). A velocidade desses caras, neste ponto em que fiquei, era impressionante. Fazer um ajuste na câmera, na hora errada, era o sufiente pra perder a foto. Para conseguir esse céu no fundo, fiquei a competição toda sentado na neve, câmera a uns 40cm do chão.
Nikon D90, lente Nikkor 80-200 f/2.8, velocidade 3200, f/4.5, foco contínuo.
UPDATE: Vamos lá: ISO 200, câmera em manual, leitura da exposição no esquiador (vejam que a cena aqui era um tremendo contra-luz, sem nenhuma nuvem no céu, e a ideia sempre é congelar até os flocos de neve que saem voando e desfocar ao máximo o fundo). Detalhe importante: as cores e a nitidez vieram não só do processamento no LR. Como essas fotos precisam ser capturadas em jpg, em função da quantidade e do tempo disponível, utilizei o image preset Vivid da Nikon. O foco contínuo, com leitura central, me pareceu a melhor opção. Na D90 não posso dizer que funcionou 100%, mas ainda é mais seguro que o single-servo (AF-S). E finalmente, passar muitas horas na neve, no meu caso, ataca sim a bronquite (e outras coisas mais). Mas acho que vale a pena.
21 janeiro, 2010
As formas do branco
Hoje tive que ouvir da minha própria mãe que o blog está muito parado.
Então vamos lá... que tal, neve?
Finalmente, para a alegria dos turistas e do fotógrafo, estamos passando por intensas tempestades nesses últimos dias. Não canso de admirar as formas, os tons, a sensação de acordar e ver um novo cenário pela janela, ou no final do dia os caminhos já percorridos pelos vizinhos ao redor de casa.
E tem outra vantagem... quando neva, não é tão frio. O bicho pega mesmo é nos dias seguintes.
Tenho fotografado apenas com o Picture Style da Canon em Neutral. Descarrego os raws no Lightroom já aplicando o preset da câmera (5DMKII_Neutral). Assim, vejo as imagens no LR muito parecidas com o que vi no monitor da câmera. Acho que esse é o melhor ponto de partida para iniciar o processamento dos arquivos.
12 janeiro, 2010
Com a barriga na neve
Decido pegar um lift até o ponto mais alto da montanha que temos acesso. São 15 minutos até chegar ao topo, e econtrar uma vista que (literalmente, devido a altitude) me tira o fôlego.
Olho para aquele cenário, e lembro das palavras do blogueiro-celebridade-especialista em câmeras, Ken Rockwell: "The Canon 5D Mark II is the most practical, and rightfully the most popular digital camera with landscape photographers today." (http://www.kenrockwell.com/canon/5d-mk-ii.htm)
Exibindo a 24-70mm f/2.8L USM, caminho por alguns minutos para escolher a grande paisagem, e acabo fotografando o que mesmo?




Deito no chão, e passo meia hora me dedicando a macros em p&b com fundo desfocado.
Alguém entende?
Olho para aquele cenário, e lembro das palavras do blogueiro-celebridade-especialista em câmeras, Ken Rockwell: "The Canon 5D Mark II is the most practical, and rightfully the most popular digital camera with landscape photographers today." (http://www.kenrockwell.com/canon/5d-mk-ii.htm)
Exibindo a 24-70mm f/2.8L USM, caminho por alguns minutos para escolher a grande paisagem, e acabo fotografando o que mesmo?
Deito no chão, e passo meia hora me dedicando a macros em p&b com fundo desfocado.
Alguém entende?
29 dezembro, 2009
Da sacada, 8 da noite
Testando os programas da 5D Mk2.
Em TV 1/20 sec (f/ 2.8). AWB. Auto ISO (foi a 3200). Lente em 24mm. -6ºC.
Clique na imagem para ampliar.
10 março, 2009
Vamos trabalhar!
Como estava em horário de trabalho, confesso que faltou coragem para fazer uns pannings (e correr o risco de voltar para a loja com centenas de fotos apenas borradas).
Essas foram com velocidade 640, f/6.3 em 135mm.
O contra luz do sol (sem nenhuma nuvem pra amenizar), somado ao imenso rebatedor que é a neve, acabou com a paciência e os olhos do fotógrado. A claridade era brutal. Reparem na neve sempre estourada, sem textura.
Essa foi a última competição da temporada, aqui na montanha. Foi um dia com muitos tombos, mas todos saíram vivos.
26 fevereiro, 2009
Conhecendo os novos vizinhos
Ontem resolvi fotografar os arredores da nova casa,
e eis que alguns vizinhos resolveram dar as boas vindas.
Esses bambis aí são na verdade elks, animais muito simpáticos, sem pêlos no traseiro, e que são muito comuns nessas terras.
Obrigado pela recepção.
16 fevereiro, 2009
Manhã produtiva
Na ordem:
- saindo de casa pro trabalho, às 8 horas.
- subindo de lift até o topo da montanha (que tem uns 3.500 metros de altura)
- agora fazendo o trajeto inverso, descendo a montanha pelo lift.
12 fevereiro, 2009
Piada de fotógrafo
O autor deste post adverte:
se o texto a seguir não fizer o menor sentido para você, pule para o próximo.
Este possui conteúdo exclusivo para fotógrafos.
Ontem pela manhã fui fazer compras. Levei a máquina fotográfica.
Fiz essas fotos que não tem nada a ver com a história que virá a seguir... mas enfim, estão aí para ilustrar alguma coisa.
Aqui funciona assim: quando você está no caixa do supermercado, depois de pagar a conta, você solicita o telefone emprestado e liga para alguém vir te buscar. No caso, esse alguém é o Serviço de Trânsito de Angel Fire, que funciona até às 5 da tarde. Então você liga, diz onde está, e uma espécie de micro-ônibus (está faltando uma palavra melhor) vai até o local te apanhar.
Peguei as sacolas, e fui até o estacionamento do supermercado aguardar o tal ônibus. (Desculpe, mais uma vez essa definição está me incomodando... pensem numa van; o pessoal de Caxias pense num azulzinho. Não é bem isso, mas é quase. A diferença é que o veículo tem a cara daqueles ônibus escolares americanos, só que branco).
Mas voltando ao que interessa... menos de 3 minutos, aparece o tal veículo.
Coloco as sacolas pra dentro, e no instante em que sento na primeira poltrona, logo atrás do motorista, este vira-se pra mim e diz: que bela câmera você tem aí, hein!
Somos eu, ele, a câmera e as sacolas no tal veículo... mais ninguém.
Antes de continuar, é importante um exercício de imaginação:
1º. imaginem as ruas de Angel Fire, numa quarta feira às 11 da manhã.
2º. imaginem o interior desse veículo.
3º. agora imaginem a cara do motorista que dirige esse veículo.
(aqui eu ajudo... um senhor mais pra barrigudo do que magro, marcante barba branca, boné e voz grave)
Então, é neste cenário, com este personagem, que ouço aquele comentário sobre a máquina.
Enquanto ainda estou digerindo isso, vem o segundo comentário:
-E que lente é essa que você tem aí?
Epa, como assim? O motorista está interessado na minha lente?
Como será o teste de admissão pra motorista aqui em Angel Fire?
Respondo: é uma 24-70mm.
Mas quero pegar esse cara... finalizo a frase dizendo: 2.8; de peito estufado!
Qual a reação do motorista?
-Ah... uma abertura 2.8. Lente luminosa é outra coisa!
E a máquina, é digital né?
Sim... respondo. Digital.
-Eu sou da escola antiga. Só fotografo em slide ainda.
Meu deus, encontrei um purista. Slide???
Melhor eu não comentar nada sobre Photoshop.
09 fevereiro, 2009
Neve !!
Finalmente está nevando em Angel Fire.
Depois de 12 dias aqui sem nevar, vi os primeiros flocos de neve caírem do céu ontem à tarde, e isso para uma estação de skii, é algo bem preocupante.
Neste momento, está marcando -7ºC.
E a previsão para amanhã é mais neve.
Como não saí de casa hoje, essa foto foi feita pela janela da sala.
(Se alguém tiver uma sugestão de como captar os flocos de neve na foto, por favor informe.)
30 janeiro, 2009
28 de janeiro de 2009
Não sei quando esse texto será publicado no blog, mas sei o porque e como estou escrevendo. Estou no último vagão de um trem praticamente vazio. Há lugares para umas 60 pessoas por vagão. Estamos em 3 neste aqui. Já escureceu há umas 2 horas. O silêncio é quase assustador.
Acabei de jantar, uns 3 vagões a frente. Sentei com um casal que não falou uma palavra. Peito de frango com legumes e purê. De sobremesa, sorvete. E uma garrafa d'água.
O trem partiu às 14hs de Glenwood Springs para Denver. Se tudo ocorrer bem, o Alex deve estar me esperando na estação de Denver, daqui a 1 hora. De lá, seguiremos de carro até sua casa em Angel Fire, no Novo México.
Acredito que muitos acontecimentos, no decorrer da vida, vão moldando nossa personalidade.
Mas me parece difícil conseguir apontar, depois de um tempo, quais foram exatamente os acontecimentos mais relevantes, ou ainda, quais foram os dias mais importantes para a formação do nosso caráter.
Eu, até hoje, não conseguiria apontar, por exemplo, 3 datas. Dizer: olha, aquele dia tal foi importantíssimo para mim porque a partir de então aprendi a ... tal coisa.
Esses dias existem, claro, pra todo mundo. Mas o que estou tentando dizer é que, para a história, esses dias passam como mais um dia... não ficam destacados na folinha do calendário.
Pois hoje, 28 de janeiro de 2009, foi um dia para entrar na minha história.
E o fato de estar escrevendo isso agora, é uma tentativa de preservar isso. Arquivar. Não deixar dúvidas. Foi neste dia, e em nenhum outro, que aprendi e experimentei algumas sensações que acredito, me fazem ser a partir de hoje, uma pessoa um pouco diferente da que acordou hoje cedo.
Pela primeira vez abandonei uma casa. Deixei pessoas para trás. Deixei amigos que, honestamente, não faço a menor idéia de quando vou voltar a vê-los. E é essa sensação, que por enquanto é apenas uma perigosa suposição, o fator determinante para criar aquelas perguntinhas: o que essas pessoas vão lembrar de mim? E por quanto tempo?
As fotografias que fiz das pessoas da casa (e entreguei aos interessados, é bom que se diga) podem contribuir alguma coisa nesse sentido? O que significa, no fim das contas, uma fotografia? E se o foco não estiver 100%, faz alguma diferença?
Saí da casa carregando minhas três malas, e pensando em quantas histórias aquele lugar ainda vai proporcionar... quantas risadas aquela sala vai ouvir... quantas novas lembranças eu simplesmente vou perder?
A última pessoa que vi, abanando da janela, foi a Mariana. Entrei no carro do (agora) ex-chefe, que ia me levar até Glenwood. Estava nevando. Um cenário e tanto.
Aqui começa a outra experiência inesquecível do dia.
Antes de pararmos na estação de trem, o Vance preparou uma surpresa... ou, um bônus, como ele chamou. Paramos na Glenwood Hot Springs Pool. Segundo ele, é a maior extensão de águas termais do mundo.
Sim, para quem vai todo ano a Piratuba, pode não achar grande coisa. Mas eu nunca havia entrando numa coisa dessas.
E como vocês já leram aí em cima... sim, estava nevando. Então, imaginem uma piscina com água a 40º C, cercada por montanhas enormes cobertas de neve, e ainda por cima nevando!
Meu corpo experimentou ali, durante aquela hora e pouco, sensações que eu nem sabia que pudessem existir. Como chamar o que talvez não tenha nome? Que sensações foram aquelas?
Exatamente em frente, está a estação de trem de Glenwood. Pela primeira vez, entrei num trem. Não foi como nos filmes. O comandante, mesmo recebendo os passageiros do lado de fora, não era muito simpático, e o trem em si me pareceu uma coisa muito estranha... é alto, com janelões enormes, poltronas super confortáveis, um ar moderno demais na minha opinião. Mas a vista foi algo que realmente me impressionou. Já haviam me alertado que este trajeto é lindo. Mas ficar 4 horas olhando essa vista, altera as emoções de qualquer pessoa que está com uma máquina fotográfica nas mãos. Foram 297 cliques, pra selecionar essas imagens aí.
Dia inesquecível. Tudo.
24 janeiro, 2009
Mais Xgames
Hoje nevou demais durante a tarde, então não me animei em ir lá assistir as competições.
Essas fotos são ainda de quinta a noite.
Tenho a impressão que o filtro UV me sacaneou em algumas fotos... contra luz muito acentuado em fundo escuro, é perfeito para criar alguns fantasmas na lente.
Amanhã é o último dia dos Xgames, vou tentar ir durante a tarde. O céu azul ainda me facina.
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