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22 fevereiro, 2010

Nada melhor pra fazer!

Noite de domingo.
Nevava lá fora, e meu colega de casa - o Charles - não trabalhava naquele noite.
Olimpíadas de Inverno na TV, ninguém com vontade de cozinhar, e o sistema de rádio flash da Pocket Wizard (que tinha chegado há quase uma semana) ali ao lado, pedindo para ser testado. Charles, que tal passar um gel no cabelo e vamos fazer uma foto?
Ele se empolgou tanto com a idéia que foi até buscar lenha lá fora, pra fazer fogo na lareira - ele não sabia, mas assim tinha criado mais uma fonte de luz pra me preocupar.



Bem, a câmera foi a Canon 5Dm2, lente 24-70mm f/2.8L USM (em 70mm), flash Canon 580EX II no tripé (acoplado no transceiver/receiver FlexTT5-Canon da Pocket Wizard) e na câmera mandando o sinal pra esse flash, o transceiver MiniTT1-Canon também da PW.
Como eu tinha a disposição apenas um flash, precisei utilizar as luminárias da sala (incandescentes, uma com lâmpada de 100W como luz de fundo/parede, e outra com 150W de contra, nas costas do Charles). Assim, a única fonte de luz que eu conseguia ter controle total era o flash. Dessa forma, medi com o fotômetro da câmera a exposição da parede: velocidade 1/60, f/ 3.5 e ISO 640. Aproximei a luminária do contra, e o flash - que afinal era minha luz principal, iluminando o rosto - ficou em M com 1/32 de potência, em zoom 105, a uma distância inferior a 1 metro. Também coloquei nele um filtro 1/2 CT Blue para acentuar o contraste das diferentes temperaturas de cor, e na câmera o WB foi em K, 4100 (para as luminárias ficarem ainda mais quentes).
Resolvido isso, veio a parte mais difícil: conseguir a intensidade ideal de fogo na lareira, com madeiras completamente encharcadas pela neve. Queimamos quase tudo que encontramos de papel pela casa.
Ah... e o detalhe da taça: um suco de morango mas tão, tão artificial, que chega a manchar a pele. Achei que ficou num tom legal, compondo com a luz e o cenário um clima de inverno. Sim, inverno... alguém aí está com saudades dele?

15 janeiro, 2010

Noite da polenta em Angel Fire






Comer polenta com guizado numa noite de Angel Fire, pra mim, é tão inusitado quanto passar horas entretido com jogos de tabuleiro. Desde a infância não me aventurava tanto nesse tipo de esporte. O jogo que aparece na 2ª foto é Settlers of Catan. Recentemente até saiu uma reportagem no site do jornal The Wall Street Journal sobre executivos de empresas no Vale do Silício que passam horas nessa jogatina.

22 março, 2009

Mário e Lú: portraits







Oito dias se passaram desde os cliques, até a seleção e processamento dessas imagens. Pra mim, é tempo demais. Alguma coisa se perde no processo.
Gosto de olhar as fotos, comparar, escolher, e escrever sobre elas o quanto antes, de preferência no mesmo dia.
Mas isso realmente não foi possível nessa semana, de trabalho intenso.
Pelo menos a partir de amanhã, terei uma semana de férias antes de ir à Nova York. O trabalho por aqui acabou, e preciso planejar os 15 dias que ficarei por lá.
Aceito sugestões.

P.s. sobre os fundos:
na foto do Mário, coloquei a grade da lareira encostada na parede de madeira, que apareceu nas fotos anteriores. Nas fotos da Lú, deixei a persiana levemente aberta para criar as linhas.

17 março, 2009

Mário e Lú









Entrei no último mês dessa viagem.
Em menos de 30 dias, estarei de volta à Caxias do Sul, e me pergunto cada vez mais o quanto lembrarei desses dias que vivi no oeste americano, dessas paisagens, e das pessoas que conheci nos últimos 3 meses. Essa preocupação eu já manifestei aqui no blog, quando saí de Aspen. Acho que não confio muito é na minha memória. Não digo que tenho receio de esquecer totalmente algumas pessoas, mas como garantir que lembrarei das melhores histórias, dos melhores momentos, dos melhores ângulos? Sempre achei que esse papo da memória ser seletiva, pode acabar nos traindo.
Nas últimas semanas, me aproximei bastante (talvez ideologicamente) de um casal de Juiz de Fora, colegas de trabalho.
Sábado, dia 14, foi o último dia deles aqui em Angel Fire. Pedi 2 horas de intervalo no trabalho e fui até a casa onde estavam morando para fazer essas fotos. Fizemos uma sessão que espero, de verdade, jamais esquecer. Não só gostei muito do resultado das fotos, como a relação que tivemos durante a sessão nos aproximou ainda mais. Foi a primeira vez que fiz uma sessão de fotos tão íntima assim... sem estúdio, sem produção, sem cliente. A intimidade de um um casal no sofá da sala, duas luminárias que estavam ali por perto, e aquela indescritível sensação que estávamos ali apenas para nos divertir, nada mais.
Para eles, também foi a primeira sessão como modelos. O Mário estuda jornalismo e a Luciana direito.
Nos próximos dias, vou postar os retratos individuais de ambos.

13 março, 2009

Não é bem assim, não...




Essa postagem é sobre várias coisas:

1º. É sobre deixar mais uma casa.
Tiago, Mariana e Túlio voltarão para o Brasil neste final de semana. Já no domingo vou 'inaugurar' minha 4ª moradia nessa viagem. A grande notícia é que lá poderei roubar a internet wireless do Alex, e quem sabe os post voltarão a ser mais frequentes.
Mas foi só ao chegar em casa ontem à noite, que me dei conta que não havia feito nenhuma foto interessante nesses quase 30 dias lá. Em seguida, lembrei das últimas fotos publicadas aqui no blog.
Sim, até eu já havia me dado conta que estava faltando ousadia.
Então, vamos lá. Vamos explorar a casa, e contar com a colaboração dos colegas.

2º. É sobre inventar o que fazer em Angel Fire.
Muito se houve por aqui que não há nada para fazer à noite.
Mas é impressionante como 4 pessoas numa casa conseguem se divertir apenas brincando de fotografia. Quando me dei conta, estava cercado de colaboradores que iam buscar coisas na geladeira, davam idéias, ajudavam a posicionar as lâmpadas, e até se revezavam na função de modelos.
Alguém já havia se dado conta que a fotografia pode ser contagiante?

3º. É sobre usar o que se tem, e ponto.
Temos um cama sem colchão... ótimo. Tem também uma TV que não pega. Serve. Tem um banheiro com duas pias, e várias lâmpadas queimadas.
O Túlio tem um vídeo-game portátil. Tem sorvete e cerveja na geladeira.
De iluminação, bem... usamos uma luminária de mão, as lâmpadas do teto e um abajour com um maldito fio curto, que nunca alcançava onde devia. Pra foto da banheira, reviramos a casa atrás de uma extensão. Não tinha. A solução encontrada pelo Tiago: segurar o notebook ligado com a tela apontada para o Túlio.

4º. É sobre olhar a 'realidade', e querer mudá-la.
Quem espera encontrar nessas imagens um registro fiel de como é a casa, lamento. Só vindo à Angel Fire, Rua Spyglass, nº 104.
Esse processo de construção das cenas me lembrou as fotos na casa de Aspen.
Ao menos ontem à noite, em casa, a realidade foi ignorada.

03 fevereiro, 2009

Eles existem!


Passei anos da minha infância assistindo desenhos na TV e não entendendo o que diabos eram aquelas coisinhas brancas que os personagens espetavam e colocavam para assar numa fogueira, normalmente sob uma noite estrelada. Quando descobri que se tratava de marshmallow, também aprendi que não encontraria isso em Caxias do Sul (estamos falando de 15 anos atrás).
Pois ontem a noite, diante de uma autêntica fogueira, fui apresentado a este clássico americano.
Estes dois aí na foto são legítimos marshmallows, assados na lareira da casa do Alex e da Cristina.
E essa lenha, segundo ele, veio da floresta nacional aqui de Angel Fire. Como ela veio parar em sua casa? Disse que cortou (no braço) várias árvores no verão passado.
Olhando a vida que eles levam aqui, sabem que eu acredito?

29 janeiro, 2009

Será este o fim de um ciclo?







Aspen ficou para trás.
Escrevo de Angel Fire, no estado do Novo México.
Aqui está o motivo do silêncio dos últimos dias.
Aceitei a proposta de um casal de amigos (Alex e Cristina, ex-colegas de 2º grau) e vim trabalhar na loja de fotografia que eles compraram meses atrás. Troquei uma estação de skii por outra, com bem menos glamour é verdade. A cidade praticamente existe em função do resort. Fora isso, tem uma pizzaria, um mercado, e um posto dos correios. Nem igreja eu encontrei ainda (viu mãe).
Além das fotos dos turistas na montanha, eles estão planejando um pequeno estúdio na loja, e é nisso que acredito que mais posso contribuir.
Foi uma decisão difícil fazer as malas e mudar. Mas a situação em Aspen não estava como o esperado (o volume de trabalho não cresceu, então resolvi tomar alguma decisão - ainda não sei se foi a melhor).
Por enquanto, o mais interessante está sendo acompanhar a vida desse casal... que conheci aos 14 anos, e agora os vejo planejando uma família.
Os moradores da outra casa acharam por bem fazer uma festa de despedida para mim.
Como não poderia ser diferente, as fotos seguem o mesmo estilo rebelde.
Mas agora, fica a pergunta: será o momento de parar com esse estilo e voltar às regras?

26 janeiro, 2009

Olhares












Não sei qual a relação que existe aqui, mas foi durante o banho que pensei nessas imagens:
E se remover o pára-sol da lente e me aproximar ao máximo do rosto das pessoas... disparando o flash da máquina, e projetando uma sombra da própria lente no rosto das pessoas? Que reação esperar delas? Quanto perturba uma lente 28-70mm assim na cara? Porque as pessoas se deixam fotografar dessa maneira? Porque não desviam o olhar do computador e não jogam um copo d'água em mim? Isso tudo é resultado da convivência de 40 dias?
Sim... são perguntas.

22 janeiro, 2009

Fotos com revolta - cap II








Vamos combinar o seguinte: enquanto continuar essa tosse, vou postando fotos assim, nesse estilo.
Quando melhorar, alguma coisa nova deve surgir.
Só a título de esclarecimento: me dei conta que, além da foto do ganda, tenho certeza que o intensivo que fiz da minissérie Capitu está contribuindo para essas fotos. Assisti no final de semana, pelo you tube, os 5 capítulos que foram exibidos em dezembro na globo. Quem perdeu, está tudo online. Recomendo muito.
Mesma receita: fotos com flash, velocidade baixa, e processadas no LR.

20 janeiro, 2009

Chega de ser bom menino











Tentei ser um bom fotógrafo desde que cheguei aqui...
e como fui recompensado? Com essa gripe (alguém tem uma definição melhor?) que não chega ao fim.
Tudo bem, eu sei que a palavra CHEGA é um pouco demais, vá lá...
Mas vou tentar, pelos próximos dias (até enjoar) sair do lugar comum... (das paisagens, p&b, céu azulzinho, fotos com foco...)
Chega!
Vamos colocar um pouco de revolta nas fotografias...
fiz essas agora há pouco, enquanto alguns faziam a janta, outros checavam os emails, outros namoravam... e claro, tossindo o tempo todo.
Todas fotos com flash da câmera (em rear), baixíssima velocidade (2 segundos) e processadas no Lightroom.